Tenho visto e ouvido,nos noticiários,referências a possíveis aumentos de bens alimentares de primeira necessidade,como por exemplo,o pão.Tal situação já provocou motins em partes do Mundo pertencentes ao chamado Terceiro Mundo,como a Ásia ou a África.A agricultura desses países,quase sempre,é de subsistência,ou seja,é feita para sustento do produtor,que mal vai conseguindo escoar o seu produto nos mercados dos seus países.A juntar a isto,maus anos agrícolas e intempéries contribuem para piorar mais este estado de coisas,o que não augura nada de bom para os próximos anos.Em Portugal,já se sabe,infelizmente,tudo aumenta,menos o poder de compra,que não acompanha o nível real de inflacção,e lá vamos vendo surgirem,quase todos os dias,novos preços que afectam quase tudo o que a necessidades diz respeito.O Governo PS de Sócrates tem,realmente,uma filosofia muito interessante,trata-se de combater o famoso défice económico com aumentos de preços e subsequente carestia de vida.Ora,o "aperto do cinto",já se revelou uma medida ineficaz.Não se chega lá desta maneira.Mas a sede de obter verbas vai ao ponto de subir taxas moderadoras,cobrar taxas a idosos,que nem para os remédios já vão tendo,subir ainda mais esta e aquela contribuição,tudo com o pretexto de devolver a saúde económica ao país e incentivar o seu crescimento económico.Países como a Grécia,ou a Irlanda,já para não falar de Espanha,ou mesmo,pasme-se...Malta,tão pequenina,vão no bom caminho do crescimento económico,e registam indicadores de desenvolvimento que nos ultrapassam.
Parece que temos colado a nós um eterno e atrofiante "Fado",que não nos deixa atingir a meta do desenvolvimento real,a todos os níveis.Continuamos,pois,naquele meio-termo,na condição de "País em vias de desenvovimento",e daí não passamos.Não terá sido por falta de oportunidades,(leia-se,fundos comunitários).A explicação está na mentalidade mesquinha e redutora de alguma classe política,que continua agarrada a uma forma de pensar e actuar,que bloqueia o caminho para o progresso.Lá fora,já houve as cenas que se sabe,devido aos aumentos dos alimentos,como o arroz,que por acaso,até produzimos muito razoávelemente e temos uns "stocks" jeitosos,mas,como será quando tudo aumentar desmesuradamente,no nosso país?O presidente da Cáritas veio à Televisão alertar o público para o aparecimento,em Portugal,de situações de fome.É um risco real,não é uma simples suposição alarmista.
Em época de eleições,volta tudo a dar o voto aos mesmos...Não aprendemos nada com a vida.
terça-feira, 6 de maio de 2008
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